LIDERANÇA AUTORITÁRIA
Liderança autoritária
Existem diversos tipos de liderança. Ou, se preferirmos, diferentes formas de uma pessoa exercer o papel de líder.
Naturalmente, cada pessoa desenvolve seu próprio estilo de atuação, influenciado por suas experiências, sua personalidade e a maneira como enxerga as relações com os outros.
Um desses estilos é a liderança autoritária, bastante presente em organizações de diferentes segmentos e tamanhos.
Mas por que esse tipo de liderança é tão questionado?
O líder que manda em tudo
O líder autoritário costuma centralizar as decisões e acredita que sua maneira de pensar e agir é a mais adequada. Por isso, frequentemente toma decisões sem consultar a equipe, oferece pouco espaço para opiniões diferentes e espera que suas determinações sejam cumpridas sem questionamentos.
Começou a ficar mais fácil entender esse perfil, não é?
Talvez você já tenha trabalhado com alguém assim. Ou até conheça uma pessoa que, ao assumir uma posição de liderança, parece acreditar que o cargo lhe dá o direito de decidir tudo, da maneira que quiser.
Esse comportamento pode fazer com que o líder seja visto muito mais como um chefe que dá ordens do que como alguém capaz de conduzir e desenvolver uma equipe.
É importante lembrar que nem toda decisão precisa ser tomada em conjunto. Existem situações em que o líder precisa agir rapidamente, assumir responsabilidades e dar orientações claras.
O problema começa quando essa necessidade de comando se transforma em uma característica permanente, sem espaço para diálogo, participação ou consideração pelas pessoas.
Medo é diferente de respeito
Uma equipe pode até obedecer a um líder autoritário. Mas será que essa obediência significa respeito?
Nem sempre.
Em alguns casos, as pessoas cumprem as determinações simplesmente porque têm medo de contrariar o gestor, sofrer alguma punição ou perder o emprego.
Nesse ambiente, dificilmente alguém se sente à vontade para apresentar uma ideia diferente, apontar um problema ou admitir um erro.
E isso pode trazer consequências para toda a organização.
Imagine um funcionário que percebe uma falha em determinado processo, mas prefere ficar calado porque sabe que seu gestor não aceita ser contrariado.
A falha continua existindo. O problema pode aumentar. E uma oportunidade de melhoria acaba sendo perdida.
Agora imagine uma equipe em que as pessoas podem se manifestar, apresentar sugestões e discordar com respeito, sem medo de represálias.
Qual desses ambientes oferece melhores condições para a troca de ideias e o aprendizado?
Vale a pena refletir sobre isso.
O que acontece com a equipe?
Quando a liderança se baseia constantemente na imposição, os profissionais podem perder a motivação, deixar de apresentar iniciativas e limitar sua participação ao cumprimento de ordens.
Com o tempo, alguns podem procurar outras oportunidades de trabalho. Outros permanecem na empresa, mas passam a fazer apenas o necessário, evitando qualquer situação que possa gerar conflito.
É claro que esses resultados não acontecem da mesma maneira em todas as equipes. Entretanto, são riscos que merecem atenção.
Uma organização precisa de profissionais que cumpram suas responsabilidades, mas também pode se beneficiar de pessoas que pensem, questionem, proponham melhorias e se sintam parte do trabalho realizado.
Quando o líder não permite que isso aconteça, acaba limitando o potencial da própria equipe.
A liderança está mudando?
Em organizações que valorizam o desenvolvimento humano, a participação e a colaboração, o modelo baseado exclusivamente em ordens e imposições encontra cada vez mais desafios.
Isso não significa que a autoridade tenha perdido sua importância. Toda equipe precisa de direção, responsabilidades definidas e alguém disposto a tomar decisões.
A questão é como essa autoridade é exercida.
O líder não precisa concordar com todas as sugestões, aceitar qualquer comportamento ou deixar de cobrar resultados para ser respeitado.
Ele precisa saber ouvir, explicar suas decisões, estabelecer limites e compreender que as pessoas podem contribuir de maneiras diferentes.
Afinal, ocupar um cargo de liderança não significa saber tudo. E reconhecer isso não diminui a autoridade de ninguém.
Pelo contrário, pode demonstrar maturidade.
Talvez o verdadeiro desafio seja entender que liderar não é conseguir que todos façam apenas aquilo que você manda, mas criar condições para que a equipe compreenda os objetivos e trabalhe para alcançá-los.
E você, já trabalhou com um líder autoritário?
Como era o ambiente? As pessoas tinham liberdade para dar opiniões ou preferiam ficar em silêncio?
Veja outro artigo sobre liderança Aqui!!
Pense nisso!
