QUANTO DINHEIRO VOCÊ QUER GANHAR NO FUTURO?
Quanto dinheiro você gostaria de ganhar quando estiver trabalhando?
Pense em um número.
R$ 3 mil?
R$ 5 mil?
R$ 10 mil?
R$ 20 mil?
Talvez você tenha pensado em um valor ainda maior.
E não tem nada de errado nisso.
É natural queremos ter uma vida confortável, poder comprar nossas coisas, ajudar nossa família, viajar, ter uma casa, um carro e realizar nossos sonhos.
O dinheiro é importante.
Mas agora quero fazer outra pergunta:
Você escolheria sua profissão apenas pelo salário?
É aí que a conversa começa a ficar interessante.
"Quero uma profissão que dê dinheiro"
Se você está no Ensino Médio, provavelmente já ouviu essa frase algumas vezes.
Talvez até tenha dito isso.
"Quero fazer Medicina porque ganha bem."
"Estou pensando em Direito."
"Engenharia dá dinheiro."
"Vou trabalhar com tecnologia porque o salário é alto."
"Quero passar em um concurso porque quero estabilidade."
Tudo isso pode fazer sentido.
O problema aparece quando o dinheiro passa a ser o único motivo para escolher uma profissão.
Porque existe uma parte dessa história que nem sempre aparece quando alguém fala sobre salário.
Você está olhando para o salário ou para a profissão?
Imagine que você descubra uma profissão que pode proporcionar um salário excelente.
Você fica todo animado.
Pensa que encontrou a resposta.
Agora imagine que você entre na faculdade e descubra que não gosta das matérias. Isso é muito comum de acontecer.
Depois chegam os trabalhos.
As provas.
Os estágios.
As horas de estudo.
E, quando finalmente começa a trabalhar, percebe que a rotina daquela profissão também não combina com você. Ah, rotina, queria uma rotina legal, mas não foi bem assim.
E aí?
O salário continua sendo suficiente para fazer você acordar todos os dias feliz para trabalhar?
Talvez sim.
Talvez não.
Essa é uma pergunta que vale a pena fazer antes de escolher.
Você conhece a rotina da profissão?
Esse é um dos maiores erros que vejo quando alguém está escolhendo uma profissão.
A pessoa conhece o nome da profissão, mas não conhece o trabalho.
Por exemplo:
"Quero ser médico."
Tudo bem.
Mas o que faz um médico durante o dia?
Depende da especialidade.
Pode atender pacientes durante horas.
Pode trabalhar em hospital.
Pode enfrentar plantões.
Pode tomar decisões difíceis.
Pode lidar diariamente com pessoas que estão sofrendo.
Pode passar muitos anos estudando.
Agora pense em outra profissão.
"Quero ser advogado."
Mas você sabe como é a rotina de um advogado?
Nem todo advogado passa o dia em um tribunal. Existem diferentes áreas, diferentes rotinas e diferentes formas de trabalhar.
É por isso que uma pergunta simples pode ajudar muito:
"Eu gosto da profissão ou apenas gosto da ideia que tenho dela?"
E se seus pais escolherem por você?
Talvez essa seja uma situação conhecida por muitos estudantes.
"Você deveria fazer Medicina."
"Faça Direito."
"Engenharia é melhor."
"Essa profissão não dá dinheiro."
"Você precisa escolher uma profissão que tenha futuro."
Se seus pais falam isso, provavelmente existe uma boa intenção.
Eles querem que você tenha uma vida boa.
Querem que você tenha segurança.
Querem evitar que você sofra.
Mas existe uma coisa que ninguém pode fazer no seu lugar:
viver sua vida profissional.
Você é quem vai acordar todos os dias para trabalhar.
Você é quem vai estudar.
Você é quem vai enfrentar os desafios.
Por isso, ouvir as pessoas é importante.
Mas decidir precisa ser uma construção sua.
O dinheiro é importante, sim
Quero deixar uma coisa muito clara.
Não estou dizendo para você escolher uma profissão ignorando o dinheiro.
Seria ingenuidade, ou melhor, muito ingenuidade.
É importante pesquisar quanto determinada profissão pode pagar.
É importante conhecer o mercado.
É importante saber se existem oportunidades.
É importante pensar na estabilidade.
É importante pensar na vida que você quer ter.
O dinheiro faz parte dessa conta.
Só não pode ser a conta inteira.
Pense na vida que você quer ter
Talvez exista uma pergunta ainda mais importante:
Que tipo de vida eu quero construir?
Você gostaria de trabalhar muitas horas por dia para ganhar mais?
Ou prefere ganhar um pouco menos e ter mais tempo livre?
Gostaria de trabalhar em uma empresa?
Prefere empreender?
Quer trabalhar perto da sua família?
Gostaria de viajar a trabalho?
Prefere trabalhar em um escritório?
Em um hospital?
Em uma escola?
Ao ar livre?
Com computadores?
Com animais?
Com crianças?
Com pessoas?
Percebe como a escolha começa a mudar?
Quando você pensa apenas no dinheiro, existem profissões que parecem melhores.
Quando pensa na vida que quer ter, talvez as respostas sejam diferentes. Preste atenção aqui.
E se você escolher errado?
Essa é outra pergunta que costuma assustar quem está no Ensino Médio.
"E se eu escolher uma profissão e depois descobrir que não gosto?"
Pode acontecer.
E isso não significa que sua vida acabou.
As pessoas mudam.
Seus interesses podem mudar.
O mercado de trabalho muda.
Você pode descobrir novos talentos.
Pode conhecer uma profissão que nunca tinha imaginado.
Pode mudar de área.
Pode fazer outra faculdade.
Pode se especializar em algo completamente diferente.
A escolha profissional é importante, mas ela não precisa ser encarada como uma sentença para o resto da vida.
Então, como escolher?
Comece conhecendo você mesmo. Não sabe como, peça ajuda.
O que você gosta de fazer?
No que você é bom?
O que gostaria de aprender?
Que tipo de ambiente combina com você?
Você gosta de trabalhar com pessoas?
Prefere trabalhar sozinho?
Gosta de resolver problemas?
Tem facilidade para se comunicar?
Gosta de tecnologia?
De números?
De animais?
De criatividade?
Depois disso, comece a conhecer as profissões.
Não apenas pelo nome.
Conheça a rotina.
Converse com profissionais.
Pesquise os cursos.
Conheça as matérias da faculdade.
Veja onde esses profissionais trabalham.
Pesquise o mercado.
E, claro, pesquise também os salários.
Tudo isso faz parte da escolha.
E o teste vocacional?
Um teste vocacional pode ajudar bastante nesse processo.
Mas ele não deve escolher sua profissão por você.
O teste pode ajudar a levantar possibilidades, mostrar interesses e provocar perguntas.
Ele é uma ferramenta.
Não uma sentença.
A escolha profissional precisa ser construída.
No final, pense além do salário
Imagine que você tenha duas opções.
A primeira paga muito bem, mas você não gosta da rotina.
A segunda paga um pouco menos, mas você gosta do trabalho, consegue se imaginar fazendo aquilo durante anos e enxerga possibilidades de crescimento.
Qual você escolheria?
Não existe uma resposta certa para todo mundo.
Talvez alguém escolha a primeira.
Outro escolha a segunda.
E tudo bem.
O importante é que a escolha seja consciente.
Conclusão
Se eu pudesse deixar uma pergunta para você que está pensando no futuro profissional, seria esta:
Você quer escolher uma profissão ou quer escolher uma vida?
Parece a mesma coisa.
Mas não é.
Sua profissão fará parte da sua vida durante muitos anos.
Por isso, pense no dinheiro.
Claro que sim.
Mas pense também na rotina.
Nas pessoas.
No ambiente.
Nos seus interesses.
Nas suas habilidades.
Nos seus sonhos.
Na sua qualidade de vida.
E principalmente em quem você quer se tornar.
Não escolha uma profissão apenas porque alguém disse que ela dá dinheiro.
Conheça.
Pesquise.
Experimente.
Converse.
Reflita.
E depois escolha.
E aqui um presente para você.
O dinheiro pode fazer parte da sua escolha profissional. Só não deixe que ele escolha por você.
Sou Luciano Muchiotti, especialista em carreira, liderança e orientação profissional. Meu trabalho é ajudar jovens a conhecer melhor suas possibilidades e fazer escolhas profissionais com mais segurança, consciência e tranquilidade.
