LIDERANÇA LIBERAL

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Liderança liberal

Existem diferentes formas de exercer a liderança. Algumas pessoas preferem centralizar as decisões, outras procuram ouvir a equipe antes de agir e há aquelas que dão bastante liberdade para seus liderados conduzirem o próprio trabalho.

É nesse último caso que encontramos a chamada liderança liberal.

Mas será que dar liberdade para a equipe é sempre uma boa escolha?

Depende.

O líder que deixa a equipe à vontade

O líder liberal costuma oferecer autonomia aos integrantes da equipe, permitindo que tomem decisões, organizem suas atividades e encontrem suas próprias maneiras de realizar o trabalho.

Em vez de acompanhar cada detalhe, ele confia que os profissionais possuem capacidade para conduzir suas responsabilidades.

Imagine uma equipe experiente, formada por pessoas que conhecem bem suas funções, sabem trabalhar em conjunto e conseguem resolver problemas sem precisar consultar o gestor a todo momento.

Nesse cenário, uma liderança que oferece autonomia pode ser bastante positiva.

Os profissionais têm espaço para apresentar ideias, experimentar soluções e assumir responsabilidades. Além disso, podem desenvolver a criatividade, a iniciativa e a confiança no próprio trabalho.

Afinal, quem não gosta de sentir que existe confiança naquilo que faz?

Mas existe um detalhe importante nessa história.

Dar liberdade não significa deixar de liderar.

Quando a liberdade vira falta de direção

Imagine agora uma equipe que não sabe exatamente quais são suas prioridades, tem dúvidas sobre as responsabilidades de cada integrante e enfrenta dificuldades para resolver problemas.

O gestor, porém, acredita que deve deixar todos à vontade e evita interferir nas decisões.

O que pode acontecer?

As tarefas podem ficar sem um responsável definido. Os conflitos podem permanecer sem solução. Os prazos podem deixar de ser cumpridos e cada pessoa pode começar a trabalhar de acordo com aquilo que considera mais importante.

Nesse caso, a liberdade deixa de contribuir para o desenvolvimento da equipe e passa a gerar insegurança.

Percebe a diferença?

Uma coisa é confiar na capacidade dos profissionais. Outra é deixar de oferecer orientação, estabelecer objetivos e acompanhar os resultados.

O líder não precisa estar presente em todos os momentos, mas deve estar disponível quando a equipe precisar de apoio.

Afinal, o líder liberal é bom ou ruim?

Não acredito que seja possível responder a essa pergunta sem considerar as circunstâncias.

Uma equipe experiente, com responsabilidades bem definidas e objetivos claros, pode se beneficiar bastante da autonomia.

Por outro lado, profissionais que estão começando, equipes que passam por mudanças ou atividades que exigem coordenação constante podem precisar de orientações mais próximas.

Isso não significa que um líder deva controlar cada movimento dos funcionários iniciantes. Significa que a liberdade precisa ser acompanhada de condições para que as pessoas aprendam e consigam realizar seu trabalho.

O desafio está em reconhecer as necessidades da equipe e ajustar a maneira de liderar.

Algumas vezes, será necessário orientar mais. Em outras, será melhor dar espaço para que os profissionais encontrem suas próprias soluções.

Liderar também é saber quando interferir e quando permitir que a equipe caminhe com as próprias pernas.

Liberdade exige responsabilidade

Outro aspecto importante é que a autonomia não elimina a responsabilidade pelos resultados.

Quando o gestor oferece liberdade, os integrantes da equipe também precisam compreender o que se espera deles, respeitar os compromissos assumidos e responder pelas decisões que tomam.

Da mesma forma, o líder continua responsável por acompanhar o trabalho, oferecer recursos, esclarecer dúvidas e agir quando surgirem problemas que a equipe não consiga resolver sozinha.

Não se trata de vigiar as pessoas, mas de garantir que todos saibam para onde estão indo.

Uma equipe não precisa de alguém dizendo o tempo todo o que deve fazer. Mas precisa de objetivos claros, comunicação e confiança.

E isso exige participação tanto do líder quanto dos liderados.

Você já trabalhou com um líder liberal?

Como era essa experiência?

Você tinha liberdade para tomar decisões, apresentar ideias e organizar seu trabalho? Ou sentia falta de orientação e de alguém que ajudasse a resolver os problemas?

Vale lembrar que a ausência de cobranças nem sempre significa que o ambiente de trabalho seja bom. Às vezes, pode ser apenas um sinal de que ninguém está acompanhando o que acontece.

Por outro lado, quando existe confiança, preparo e responsabilidade, a liberdade pode ajudar as pessoas a crescer profissionalmente e contribuir muito mais com a organização.

No final, a questão não é simplesmente dar liberdade ou controlar tudo.

É encontrar o equilíbrio entre autonomia, orientação e responsabilidade.

Porque liderar não é fazer tudo pela equipe, mas também não é deixar a equipe descobrir tudo sozinha.

Pense nisso!

® Eu sou Luciano Muchiotti, especialista em carreira e empreendedor. Atuo como coach, ajudando quem deseja melhores resultados na carreira, liderança e escolha profissional.

Forte abraço.